Hoje em todo o país várias atividades estão acontecendo em comemoração ao dia do trabalhador. Este 1º de maio, assim como os outros, nos faz refletir sobre as questões que dizem respeito à classe trabalhadora.
Em tempos de crise do sistema capitalista mais do que nunca nos lembramos de Karl Marx, economista, filósofo e sociólogo alemão que em 21 de fevereiro 1848 escreveu juntamente com Friedrich Engels o principal escrito direcionado aos trabalhadores de sua época, o Manifesto do Partido Comunista.
Ao tempo que criticava as regras de existência do sistema capitalista, Marx e Engels conclamavam aos trabalhadores de todo o mundo a união tem torno de um só propósito: “a tomada do poder pelo proletariado”. Essa tônica tinha como objetivo principal a superação do capitalismo pelo socialismo.
Marx e Engels partem de uma análise histórica, distinguindo as várias formas de opressão social durante os séculos e situa a burguesia moderna como nova classe opressora. Não deixa, porém, de citar seu grande papel revolucionário, tendo destruído o poder monárquico e religioso valorizando a liberdade econômica extremamente competitiva e um aspecto monetário frio em detrimento das relações pessoais e sociais, assim tratando o operário como uma simples peça de trabalho. Este aspecto juntamente com os recursos de aceleração de produção (tecnologia e divisão do trabalho) destrói todo atrativo para o trabalhador, deixando-o completamente desmotivado e contribuindo para a sua miserabilidade e coisificação. Além disso, analisa o desenvolvimento de novas necessidades tecnológicas na indústria e de novas necessidades de consumo impostas ao mercado consumidor. (Fonte: Wikipedia)
Neste 1º de maio o que está posto é uma análise por parte de todos em torno das condições de trabalho da classe trabalhadora. Marx e Engels no manifesto denunciam a exploração do trabalhador pelo capitalista isso em 1848 meados do século XIX. De lá pra cá percebemos que essa tônica não se modificou! Vivemos em um mundo marcado pela desigualdade social onde uma pequena parcela da sociedade trabalha pouco e ganha muito dinheiro, em detrimento de uma grande parcela desta mesma sociedade que trabalha muito e ganha pouco dinheiro.
Em nosso país a jornada de trabalho ainda é grande, as condições de trabalho são ínfimas e os salários são pequenos. Por mais que nos últimos anos tivemos um avanço no que diz respeito ao aumento do salário mínimo, se levarmos em consideração o lucro do capitalista gerado pela mais valia, a desigualdade ainda é grande. Por isso os trabalhadores necessitam de um aumento salarial proporcional ao trabalho exercido em sua respectiva função.
Outro aspecto a ser levado em consideração é a condição de trabalho. Sobre esta temática se faz necessário uma análise tanto da local específico onde o trabalhador desempenha a sua função, quanto às questões que se refere aos direitos trabalhistas. Muitos trabalhadores de nosso país não possuem segurança e os locais não são adequados para o desempenho eficiente de suas funções. No que diz respeito aos direitos trabalhistas muitos ainda se encontram na ilegalidade e desprovido do direito a aposentadoria e outros benefícios do INSS.
Neste 1º de maio o PCdoB de Una, o partido que luta em prol da classe trabalhadora não poderia deixar de expor sua opinião sobre a atual conjuntura trabalhista de nosso país.
Ao tempo em que parabeniza os trabalhadores brasileiros, conclamamos aos proletariados da nossa cidade, município de Una-BA, à refletirmos sobre a situação de nossa terra. Um município rico que precisa ser potencializado e levado ao ciclo de crescimento e desenvolvimento de nosso país. São 9 anos de atraso! E nós trabalhadores desta terra (Una-BA) o que estamos fazendo para modificar essa situação?
Assim como Marx e Engels expressaram em 21 de fevereiro de 1848 dizendo “Trabalhadores de todos os povos uni-vos!”, faço minha as suas palavras e conclamo:
“TRABALHADORES DE UNA-BA, UNI-VOS!”
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